Lion Snow

Dádiva dos ninjas

Description:

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Coisas Avacalhadas

Coisas Palpáveis

Bio:

Soundtrack XD…

Weretiger65qy1
Lion Snow, também conhecido como Panda, cresceu em um monastério, um Razorclaw Shifter. Encontrado ainda pequeno pelo mestre do monastério no qual vivia, a criança de aparência felina carregava um colar… no qual havia uma presa negra. O Jovem Shifter foi disciplinado como todos os outros membros do monastério, sem sofrer preconceito por ser de uma raça exótica e bem distinta.

Panda tem uma pelagem tão branca quanto a neve, e possuidor de manchas pretas pelo corpo, alguns chegavam a confundi-lo com um tigre branco e a temê-lo por seus rugidos, garras e presas, tais acontecimentos sempre o manteve longe do mundo, raramente se atrevia ir muito além do monastério, sempre que deixa o local, é sorrateiramente, durante a madrugada, amava olhar as estrelas no topo da montanha e ouvir os ventos…

Desde jovem, sempre mostrou interesse pelas artes marciais e buscou sempre aperfeiçoá-las, foi treinado pelo mestre do templo certas vezes para aprender artes secretas, o que despertou certa inveja de outros membros que viviam no monastério, era claro que o mestre o estimava como um filho, porém Panda foi crescendo e sua curiosidade pelo mundo se expandia proporcionalmente da mesma maneira. Às vezes se perguntava sobre suas origens, e o que poderia encontrar além da neve ao redor do monastério, o monastério é cercado por uma vasta planície nevada. Panda costumava treinar no topo da montanha, tendo sempre como companhia os quatro ventos e sempre se fazia as mesma pergunta… “Eu vivo em um mundo plano, procurando plenitude, procuro a mesma harmonia que existe entre os 4 ventos… em um mundo plano, apenas nos resta seguir em frente?”.

Certas vezes não treinava solitariamente no topo da montanha, algumas vezes, entretanto poucas, era acompanhado por seu estimado mestre… conseguiam se expressar através das artes marciais, o mestre de Panda, enxergava claramente, a vida no monastério não era mais capaz de ensiná-lo coisa alguma, seus olhos estavam cansados, era o mesmo que assistir uma fera cheia de vida presa, e nenhuma fera pode sobreviver longe do próprio caminho, era hora de Panda seguir seu próprio caminho… a hora de fincar suas presas no destino.

Um dia, recebeu a ordem de ir busca lenha, porém o que lhe esperava na volta… era apenas o começo de sua jornada, viu o monastério quase todo coberto por fogo, haviam Orcs mortos por vários lados, quando avistou o pátio do monastério, haviam três monges lutando contra 7 Orcs. O mestre chega diante dele perplexo e sentencia.

- Vê teus irmãos lutando para proteger tua casa e não tens a decência de levantar sequer ao menos um dedo para ajudá-los?

Panda não conseguiu responder diante de tais palavras… elas estavam certas, pesadas, tão pesadas que poderiam quase esmagar sua alma, mas ele sabia que não podia ficar calado…

- Eles são fortes, são capazes de se defen…

Sua palavras foram cortadas por um olhar de pena vindo do próprio mestre, o olhar que se dá aos fracos, os dignos de pena… aqueles que não sabem o verdadeiro significado em ser forte. Os Orcs, foram derrotados, e Panda, foi ordenando pelo mestre a se retirar.

Mais tarde, Panda, foi informado que o mestre o esperava no pátio do monastério… viu apenas seu mestre lá fora, e ao seu lado uma bolsa, e a face de seu mestre contemplando as estrelas, e ouvindo os ventos da mesma maneira que seu próprio aluno um dia o ensinou a fazer. Mas o mestre foi direto…

- Você precisa partir, não pertences mais a este lugar, talvez nunca tenha pertencido… e talvez não venha a pertencer.
Nenhuma resposta, Panda?
- Mestre, eu posso vagar por todo mundo e talvez não encontre meu caminho, talvez eu não encontre nada, todos são diferentes de mim, pois nunca encontrei nenhum outro da minha raça por aqui, talvez eu seja desprovido da mesma capacidade de vocês humanos de sentir o mundo…

O mestre o olhou rindo, deixando Panda envergonhado, mas precisava deixá-lo ir, ou melhor, fazê-lo compreender que ele precisa ir onde possa encontrar respostas.
-Bem, ninguém sequer neste mundo é capaz de dizer quem é você, mas eu sei, porém é preciso que ti próprio deixe claro ao mundo quem és… nenhum ser é capaz de enxergar o que vive em cada coração.

O mestre jogou o colar que havia encontrando junto ao Panda, no dia que o encontrou… o jovem não entendeu direito o que era aquilo.
- Mestre o que é isso? Digo, sei que é uma presa negra nesse colar, mas o que isso tem haver com a nossa conversa?

- Panda, no dia que eu te encontrei, quando não passavas de uma criança, que precisava que te trocassem as fraldas…
O mestre não se segura e ri mais uma vez, e o Panda o acompanha desta vez.
- Bem, está presa negra, ela estava com você, presa neste colar, ao teu pescoço, não sei o que significa tal presa, também nunca encontrei nenhum ser que tivesse presas semelhantes… talvez isso te leve ao que você precisa, e eu não devo deixá-lo mais no monastério, você não pertence a este lugar.

O mestre encara o céu noturno mais uma vez.
- A vontade mundana, desejos, violência, e medo, cada um deles, é um caminho a se explorar, tudo aquilo que devemos experimentar, por isso, parta e torne-se tão poderoso como os ventos e tão constante quanto as estações do ano, pois a vida, viver é isso, e diante de tantos caminhos a explorar, espero que você encontre a harmonia ou paz que tanto procuras.
E então, nesse dia, permita que a fera que reside em ti rugir no coração do mundo, para que todos possam ver quem realmente és…

O silêncio toma conta, e o mestre adentra na escuridão do monastério sem olhar pra trás, tudo o que havia para ser dito, já fora dito, e som dos portões do monastério fechando, não fizeram Panda tremer, ele não sabia, apenas sentia que aquilo não foi um Adeus… agora, lhe restava apenas uma coisa em seu mundo plano, só lhe restava seguir em frente.
Monastery by vimark

Lion Snow

Sob o Sol Carmesim BudaLord